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24/06/2020
Claudio Fonseca é contrário ao retorno escalonado proposto pelo governo do Estado e exige discussão com profissionais de Educação e comunidade escolar


O Vereador Professor Claudio Fonseca, assim como o SINPEEM, defende o fechamento total das escolas até o fim da pandemia. "Nosso entendimento é de que não há condições de retomar as atividades escolares municipais neste ano", afirmou Claudio Fonseca. "Acreditamos que as unidades de Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental devem ser os últimos a terem suas atividades retomadas quando for seguro e, se demostrado que é necessário, não deve ocorrer este ano."  

Segundo Claudio Fonseca, os profissionais de Educação têm posição clara, de que não é possível retomar as atividades na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental sem um conjunto de medidas preventivas e mudanças estruturais."
"E também do preparo da defesa da saúde os profissionais de Educação, das crianças, jovens e adultos, e de todos aqueles que utilizam as escolas públicas, inclusive os familiares. Como retomar as atividades sem fazer testagem em toda esta população? Como retomar as atividades na Educação Infantil dizendo que é preciso manter distância entre as crianças pequenas? E bebês que têm contato direito com os adultos? As creches não podem voltar, pois estaremos oferecendo riscos às crianças, profissionais de Educação e adultos", questionou Claudio Fonseca.

Diante do anúncio do governador de São Paulo, Doria, nesta quarta-feira (24), do plano de abertura das escolas públicas e privadas no Estado São Paulo previsto para 8 de setembro, da educação infantil ao ensino superior -, desde que sejam observadas medidas sanitárias como 28 dias consecutivos em estágio amarelo - Claudio Fonseca explica que o SINPEEM já entrou em contato com o secretário municipal de Educação para que seja agendada reunião com as entidades sindicais e a comunidade escolar e as famílias para debater as diretrizes e medidas preventivas obrigatórias antes da retomada presencial das atividades escolares na rede municipal de ensino. 

Claudio Fonseca cobrou em reunião com a SME para que seja feito com as entidades sindicais e a comunidade o debate sobre retorno das aulas na rede municipal de ensino

Para o professor, a reabertura das unidades educacionais da rede municipal de ensino deve considerar diretrizes fixadas em protocolo discutido e deliberado em conjunto com os profissionais de educação e a comunidade. Entre estas diretrizes estão:

        1. promoção e garantia do bem-estar e da proteção da saúde dos Docentes, Gestores e Quadro de Apoio;

        2. apoio emocional e psicológico aos profissionais de educação;

        3. garantia de atendimento às necessidades de ensino dos alunos da rede;

        4. reconhecimento das especificidades de cada unidade e dos indicadores de saúde e contaminação de cada território onde está inserida cada unidade escolar;

        5. aspectos legais e ações desenvolvidas pelo poder público para o apoio e acolhimento dos alunos e seus responsáveis;

        6. desenvolvimento de práticas de acolhimento dos alunos para restabelecer vínculos;

        7. apoio técnico para uso de tecnologias;

        8. como executar o processo ensino/aprendizagem no pós-pandemia;

        9. proteção da população considerada como grupo de risco;

        10. obrigatoriedade de protocolos claros e de fácil entendimento sobre medidas físicas de distanciamento, incluindo proibição de atividades que exijam grandes encontros, a alternância de início e fim de dia escolar e dos momentos de alimentação, uso dos espaços ao ar livre e redução do tamanho das turmas;

        11. desenvolvimento, com a orientação das autoridades sanitárias, de protocolos detalhados de medidas sanitárias, incluindo a etiqueta respiratória, o uso de equipamentos de proteção individual, a intensificação da rotina de higiene dos espaços e práticas seguras de preparação e fornecimento de alimentos;

        12. todas as unidades escolares deverão receber estrutura adequada, de acordo com as recomendações das autoridades de saúde e sanitárias, para a correta higiene dos profissionais de educação e alunos.

O QUE DIZ O GOVERNO DO ESTADO
Segundo o governo do Estado de São Paulo, o retorno das aulas será gradual: na primeira etapa, com 35% dos alunos, na segunda etapa com 70% e depois com 100%.

No entanto, segundo a Secretaria Estadual de Educação, a confirmação da reabertura das atividades escolares presenciais em 08 de setembro só ocorrerá se todos os municípios do Estado já estiverem na fase amarela do plano de flexibilização nesta data, por pelos menos 28 dias.

As regras do governo do Estado serão publicadas em decreto. Entre estas regras estão:
-  os alunos terão de manter distância de 1,5m nas salas de aula;
- as aulas deverão ser realizadas com as portas abertas;
- os horários de recreios serão escalonados para evitar aglomeração; 
- a saída dos alunos também deverá ser feita em etapas;
- as escolas, públicas e privadas, terão de medir a temperatura dos alunos na entrada. 
- aulas de educação física e artes podem ser realizadas com distanciamento, de preferência, ao ar livre;
- uso obrigatório de máscara dentro da instituição de ensino o tempo todo, no transporte escolar e em todo o percurso de casa até a escola.

O governo também anunciou que está se preparando para oferecer o 4º ano do ensino médio na rede estadual de ensino para os alunos que acharem que não estão preparados para o Enem e o vestibular. 
 


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