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08/10/2019
Defendemos que a SME recolha o questionário da Educação Infantil


A SME encaminhou às unidades educacionais de Educação Infantil, diretas e conveniadas, um questionário a ser respondido pelas famílias das crianças, contendo questões que, infalivelmente, servirão para a construção de “uma visão da educação pública direta” e outra da “rede conveniada”, talvez para justificar a sua política de terceirização. 
Desconhecendo a dinâmica das Unidades Educacionais da RME lançam questões aos responsáveis de crianças de CEI como:
•    “as crianças são apoiadas pelas professoras para que consigam fazer sozinhas as atividades diárias como segurar a mamadeira, alcançar objetos, tirar sandálias, lavar as mãos, usar o sanitário e etc?”
•    “as professoras organizam mais de uma atividade ao mesmo tempo para a criança escolher a de sua preferência?”
Aos pais de crianças de EMEI perguntam:
•    “ as professoras criam oportunidades para que as crianças façam contagens e classificações de coisas e animais em jogos e histórias?”
•    “ as professoras atendem de imediato as crianças em suas necessidades básicas?”

Perguntam também: “A EMEI/CEI toma providências imediatas quando há desrespeito às crianças como castigos, beliscões, tapas, gritos, xingamentos ou manifestações de raiva devido a coco e xixi etc?"  Tal resposta, se positiva, implica em prevaricação. A administração aceitou até agora que esse fato possa estar acontecendo sem que nenhuma providência tivesse sido tomada? 
Como pode ser possível a uma família que deixa a criança na unidade e volta apenas ao final do período responder sobre ações que, além de serem de âmbito pedagógico, ocorrem sem a presença de pais ou responsáveis?  
São inúmeras questões que demonstram que a instituição contratada desconhece o cotidiano da RME ou o que é pior, objetiva a construção de uma visão deturpada da realidade das unidades educacionais, responsabilizando e culpando seus profissionais, via de regra, vítimas dos atos da Administração Pública, ou da falta deles.
Em nenhuma das questões a administração se coloca como principal responsável pela precária estrutura das unidades, pela falta de manutenção, livros, materiais pedagógicos, pela escassez de produtos de higiene, pela não universalização da Educação Infantil, pelos planos e programas da política educacional, pelo número excessivo de crianças por agrupamento/ turma e, também não se responsabiliza pelos contratos de terceirização de limpeza e segurança, constantemente interrompidos.
Qual o objetivo desse questionário? Parece-nos que lançar desconfiança sobre o trabalho de docentes, quadro de apoio e desqualificar as equipes gestoras na condução da qualidade da ação pedagógica das unidades educacionais que sempre se deu em parceria com as famílias.
Diante disso, defendemos que a SME recolha esse material e, acreditamos que referenciais de avaliação de qualidade devem ser construídos em conjunto com os profissionais da rede. Enquanto isso não ocorrer, esperamos que cada unidade educacional exerça seu direito de não divulgação deste questionário.

Claudio Fonseca
Professor e Vereador da Cidade de São Paulo


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