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24/04/2019
Homenagem a Ana Martins


Nascida na cidade de São Paulo (SP), em 1º de maio de 1940, Anna Maria Martins Soares, a Ana Martins, trabalhou na roça dos 6 aos 13 anos de idade. Iniciou sua atividade política aos 16 anos, no meio operário. Na ocasião, era funcionária de uma indústria de alimentos – a primeira das sete fábricas em que trabalhou.
 
Na década de 1960, começou a militância no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e ingressou na Ação Católica. Formou-se no ano de 1968 em Serviço Social pela PUC-SP. Sob perseguição da ditadura militar, ela e o marido, Antônio Almeida Soares, o Ton – que faziam parte da AP (Ação Popular) –, foram viver clandestinamente no interior da Bahia, onde nasceu sua filha, Juliana.
 
De volta a São Paulo, já filiada ao PCdoB, Ana Martins vai morar na zona leste, onde nasce seu segundo filho, Pedro. Atua no movimento comunitário, sobretudo na região de A.E. Carvalho e da Ponte Rasa. Teve participação ativa na luta pela moradia popular e foi uma das coordenadoras do Movimento contra a Carestia (1973-1981).
 
Em 1975, Ano Internacional das Mulheres, Ana Martins ajuda a organizar a participação das brasileiras na 1ª Conferência Mundial da Mulher, na Cidade do México. Marca presença também nas lutas contra a ditadura militar, pela Anistia, na campanha das Diretas-Já e pela Assembleia Nacional Constituinte. Nos anos 80, foi presidente da Facesp (Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo) e uma das fundadoras da Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores).
 
Em 1992, é eleita vereadora em São Paulo. Exerce mandatos na Câmara Municipal por dez anos, conquistando duas reeleições. Em 1995, é uma das representantes da Câmara na 4ª Conferência Mundial de Mulheres, na China. Elege-se deputada estadual em 2002, com mais de 68 mil votos.
 
Sua atuação parlamentar, em especial no Legislativo Municipal, é marcada pelo apoio à democracia, às lutas das mulheres, da criança e do adolescente e à conquista de moradia digna. Ao defender a regularização fundiária das áreas ocupadas, ajudou diversas comunidades, como o Primeiro de Outubro e o Keralux, na zona leste, e outras nas zonas norte e sul da capital.
 
Desde 1988, com a fundação da UBM (União Brasileira das Mulheres), dedica-se à causa da emancipação das mulheres. Atualmente, no limiar dos seus 80 anos, segue presente nas lutas em defesa das políticas públicas, sociais, trabalhistas e feministas, contra o desmonte dos serviços públicos e da Previdência Social, além de integrar Comitês em Defesa da Democracia.
 
Por tudo isso, é mais do que merecedora desta justa homenagem que lhe presta a Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do Vereador Professor Claudio Fonseca. É um tributo a essa incansável mulher e um resgate à sua imensa contribuição em mais de 50 anos de vida pública.
 


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