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Cidade de São Paulo


São Paulo: a cidade de todos
 
A riqueza da cidade de São Paulo está nas pessoas. A história nos é contada por documentos, livros, obras de artes, fotografias e por meio da memória de seu povo que luta e conquista, ontem, hoje e sempre.
 
Aquela pequena Vila de Piratininga, onde tudo começou com a construção dos jesuítas no alto do planalto, e que conhecemos como Pátio do Colégio, se transformou em metrópole, grande, imponente, desafiadora, assustadora e bela. Uma terra de contrastes onde o tempo e as pessoas nunca param. Uma cidade construída, desde sua fundação em 1554, com o suor dos índios, portugueses, negros, mestiços, imigrantes de terras além-mar e emigrantes brasileiros do Oiapoque ao Chuí.
 
Aos 463 anos, São Paulo abriga 12 milhões de habitantes. Pessoas que nasceram aqui, que vieram de outras cidades e estados do país, de todas as partes do mundo e, acolhidos pela terra da garoa, nos tornamos “paulistanos da gema” e ocupamos em um território em forma de “cabeça de cachorro” com 1521 km²,- ou seja, vivem em média 7 mil pessoas por km².
  
Café, indústria e serviços
Nos últimos 30 anos São Paulo se tornou a cidade de serviços e negócios de setores diversos e continua a movimentar a economia no país. Mas nem sempre foi assim. Aliás, a economia da capital era muito tímida nos primeiros tempos e só ganhou fôlego em meados do século XIX com a cultura do café que foi pujante até 1929, quando aconteceu a quebra da Bolsa de Nova Iorque e uma crise financeira mundial.
 
Nessa época a indústria começou a se instalar na cidade e se firma na década de 1950 com a presença da indústria automobilística que impulsionou a economia nacional, a capital abrigou a sede das principais empresas brasileiras e multinacionais e assumiu de vez o protagonismo da economia nacional. Mesmo com a queda da industrialização a cidade se reinventou.
 
Universalização da Educação Municipal
A inclusão de todas as crianças na escola (universalização do atendimento escolar) é uma das metas do Plano Municipal de Educação (PME) da cidade de São Paulo (2015 - 2025), assim como zerar a demanda por creche, zelar pela qualidade da Educação, valorizar e manter os direitos dos profissionais da rede municipal de Educação, entre outros pontos muito importantes.
 
A cidade atende em 2017, quase um milhão de alunos matriculados na rede municipal de ensino, com destaque para a Educação Infantil e Fundamental I. A Secretaria Municipal de Educação tem:
43 mil professoras e professores.
62 mil profissionais de Educação na rede direta;
3.560 unidades educacionais diretas, indiretas e conveniadas em toda a cidade;
13 Diretorias Regionais de Ensino (DREs): Butantã, Campo Limpo, Capela do Socorro, Freguesia/Brasilândia, Guaianases, Ipiranga, Itaquera, Jaçanã/Tremembé, Penha, Pirituba, Santo Amaro, São Mateus e São Miguel.
 
Cultura e arte
O arroubo de juventude de artistas paulistanos resultou na Semana de Arte Moderna de 1922 que marcou a história da arte brasileira. Isto sem falar no samba de Adoniran Barbosa, na efervescência da MPB nos anos 1970 e do Rock nos anos 1980 que deixou escrito na história o nome de muita gente boa.
 
São Paulo também dá música: rock, MPB, samba, rap, hip hop, jazz, música clássica, chorinho, de serenata e tantos outros ritmos. Em Sampa, a vida cultural é muito rica com a oferta de inúmeros teatros, museus, espetáculos e shows que atraem moradores e turistas o ano inteiro.
 
Isto sem falar que capital sedia as redações dos maiores jornais do país, as principais emissoras de rádio e de TV que acompanham a vida política e econômica de todo o país e do mundo.
 
Nos campos de futebol, nos parques e nas ruas
Temos esportes à vela e remo nas represas e raia olímpica da USP, futebol no campo dos grandes times da cidade, nas várzeas. Temos tênis, skate, patins, bike, natação, rúgbi (futebol americano) e muito mais nas quadras, clubes e parques da cidade.

Todo dia 31 de dezembro homens e mulheres do mundo todo participam da Corrida de São Silvestre pelas ruas da cidade e, ao longo do ano, as corridas de rua movimentam os atletas amadores em todos os cantos.
 
Taipa de pilão, tijolos e concreto
O jeito de morar, na cidade cheia de planaltos, planícies, rios e riachos (a maioria subterrânea hoje), foi feito com várias técnicas construtivas como a taipa de pilão, em que as casas e outras construções eram erguidas com barro até o fim do século XIX. Dos imigrantes, principalmente os portugueses, veio a influência da construção de alvenaria e os tijolos passaram a fazer parte da construção que passou a seguir modelos da arquitetura da Europa.
 
Na década de 50 o uso do concreto se espalhou e foi adotado como prática. Mas o aço entrou de vez na arquitetura paulistana e o concreto armado passou a ser componente dos prédios residenciais e dos arranha céus de negócios construídos, principalmente, às margens do Rio Pinheiros na zona sul, na região da Avenida Luís Carlos Berrini.
 
Com dados do IBGE Cidades (São Paulo), Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura Municipal de São Paulo
 
 
REFLEXÃO
 
É preciso pensar e criar alternativas para a cidade de São Paulo do Futuro
 
Será que seria utopia pensar uma cidade de São Paulo ideal, protegida do caos do trânsito, onde seja possível ir a pé ao trabalho e voltar para almoçar em casa?
 
Uma cidade onde se possa entrar por ela dentro de uma lancha percorrendo o rio Tietê todo navegável, onde não existam mais às avenidas marginais, que foram substituídas por extensos Parques Lineares, possibilitando que fosse devolvida aos rios Tietê e Pinheiros a sua várzea?
 
Onde possamos observar diversas transformações, entre as quais, a existência de grandes avenidas paralelas aos rios e de extensas avenidas de fundos de vales, conectando a cidade ao Rodoanel?
 
Claro que é possível, porém é preciso desenvolver desde já políticas públicas com planejamento e responsabilidade onde as pessoas não tenham tanta necessidade de se movimentar dentro dos automóveis.
 
Para isso, o primeiro passo foi dado com a aprovação do Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo, que introduziu as Zonas Mistas (residenciais, comerciais e serviços), permitindo que se iniciasse a descentralização do desenvolvimento urbano da cidade a partir de um planejamento territorial dos centros de periferia.
 
Outro fator importante que contribuiu para a elaboração do atual Plano Diretor foram os dispositivos contidos no Estatuto da Cidade, que possibilitou a aplicação de instrumentos legais para dar destinação social à propriedade urbana.
 
Com base nesses dispositivos ficou assegurado o princípio da função social da propriedade, com a definição das ZEIS – Zonas especiais de interesse social, o parcelamento e edificação compulsórios, o IPTU progressivo e a desapropriação para fins de reforma urbana.
 
Porém, para que essa intervenção possa ser completa é preciso reconhecer que temos hoje, um número cada vez maior de veículos trafegando em ruas cada vez mais congestionadas, criando o estrangulamento do sistema viário, que vêm provocando um verdadeiro colapso na mobilidade dentro da cidade.
 
Buscar repovoar a região central da cidade, readequando a malha metro-ferroviária e ao mesmo tempo estabelecendo núcleos de serviços na periferia, com o objetivo de aproximar os empregos das moradias, criando ciclovias e caminhos que interliguem aos parques e às áreas verdes, é uma das formas de reter parte da circulação de pessoas pela cidade.
 
Entendemos que as soluções de caráter estrutural para o transporte na cidade de São Paulo, passam por uma visão geral de toda a região metropolitana.
 
Esgotou-se o modelo que prioriza o transporte individual, e que por causa dele, a cidade está pagando um alto preço, já que essa política gera intermináveis congestionamentos e a procura de espaços cada vez maiores para estacionamentos.
 
É preciso pensar em ampliar de forma acelerada a oferta de alternativas aos carros, de modo a encurtar as viagens e evitar grandes deslocamentos.
 
Com a conclusão das obras do Rodoanel, que permitirá tirar de circulação dentro da cidade, de aproximadamente 5.000 caminhões, que ainda passam por ela diariamente, é urgente dobrar a ampliação da média de construção da malha metroviária, que hoje é de 2,5 km para 5,0 km por ano, o que significa dobrar em um prazo de 20 anos, os 72 km existentes atualmente, somando-se aos 134 km de malha ferroviária que passam pela cidade.
 
As linhas de ônibus em circulação na cidade de São Paulo, foram sendo criadas em função de responder às necessidades da demanda sempre crescente, sem entretanto, estarem ligadas a uma ordenação geral do transporte metropolitano, acabando-se por se constituir em um conjunto desordenado de serviços, desvinculados de um sistema centralizado.
 
A consequência é a grande quantidade de linhas municipais e intermunicipais que trafegam pelos principais corredores, dirigindo-se ambas para os mesmos destinos.
 
Outro ponto importante, que poderia contribuir com a qualidade dos serviços de transportes públicos, seria alterar o sistema de cálculo das planilhas, que hoje é realizado, levando-se em conta o número de passageiros transportados para o de número de quilômetros rodados, o que na prática obrigaria as empresas que operam o sistema a colocar em circulação um número maior de ônibus.
 
Finalmente entendemos que é preciso aplicar políticas que garantam a transversalidade das políticas sociais, de respeito ao meio ambiente; aprimoramento das condições de circulação e mobilidade; defesa de uma escola pública gratuita com a valorização dos profissionais da educação; garantia de atendimento integral à saúde pelo Sistema Único de Saúde – SUS; priorizar o cumprimento da função social da propriedade, com projetos habitacionais voltados para a área do chamado “centro expandido”, com o objetivo de aproveitar a infraestrutura e os equipamentos públicos aí já instalados.
 
Esta sem dúvida é a principal tarefa dessa nova legislatura eleita em 2016, que terá a responsabilidade de encaminhar e aprofundar as propostas apresentadas pela população e amplamente debatidas pelas plenárias regionais durante o processo de revisão do Plano Diretor.  (Mandato Vereador Professor Claudio Fonseca)



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